Star Wars: Os Últimos Jedi

Depois do grande regresso da Guerra das Estrelas em 2015 com o Despertar da Força, foi dada uma nova vida à saga cinematográfica que continua a história e foi deixada num cliffhanger, demorando dois anos até vermos como acabou uma cena que de tão curta passou a icónica.

Em Star Wars: Os Último Jedi, o segundo filme desta nova trilogia, Rian Johnson (Looper – Reflexo Assassino), continua o trabalho iniciado por J.J. Abrams ao escrever e realizar o filme mais longo da saga, com duas horas e meia de película.

A Resistência, liderada pela General Leia Organa (Carrie Fisher), está frágil e com a sua destruição iminente, pela mão da Primeira Ordem, onde Kylo Ren (Adam Driver) ainda se sente abatido pelas suas acções no Despertar da Força.

Entretanto, Rey (Daisy Ridley) encontra Luke Skywalker (Mark Hamill) numa ilha isolada, a modos de o convencer a ensinar-lhe tudo sobre a Força.

Pelo meio, o piloto destemido Poe Dameron (Oscar Issac) continua a ser um aventureiro e Finn (John Boyega), o desertor da Primeira Ordem, aqui terá que mostrar realmente qual a sua posição do lado da Resistência.

© 2017 Lucasfilm Ltd. All Rights Reserved.

Nisto, temos um filme com vários momentos, onde a sensação de conflito é de facto uma permanente. Na verdade, Johnson traz um argumento e uma realização, ainda que continue com o registo do filme anterior, leva a história por novos caminhos e duma forma tão visualmente apelativa, à qual se junta mais uma icónica banda sonora, assinada pelo já lendário John Williams.

Por um lado, o regresso de Luke Skywalker não poderia ter vindo em melhor altura, expandindo já a narrativa e a sua relação a Kylo Ren, mais a necessidade de se ter isolado durante tanto tempo. Também os momentos que chamam a trilogia clássica de Star Wars, permitem que haja um grande fio condutor, sobretudo quando se reencontra com Chewbacca.

A introdução das novas personagens e criaturas, estas últimas os Porgs e as raposas árticas, conhecemos também Rose (Kelly Marie Tran) que se junta ao já extenso grupo da Resistência, numa batalha que só irá concluir em 2019, com o último filme deste arco.

© 2017 Lucasfilm Ltd. All Rights Reserved.

Mas como tudo, Star Wars: Os Últimos Jedi não está imune a problemas, que poderão ser muito relativos ao espectador.

A começar pela duração, o filme raramente se torna enfadonho, pois com os diversos subplots, é díficil não sermos entretidos com algo, mas há momentos que são passáveis e que pouco ou nada contribuem para a urgência geral da narrativa.

Da mesma forma que aqui exista também um enredo que foca na política nos bastidores, não é tão maçadora como no Episódio II: O Ataque dos Clones, existindo um balanço entre causa e efeito. Ainda que de alguma forma essencial para o plot principal, este tem a tendência de quase cair na distração.

© 2017 Lucasfilm Ltd. All Rights Reserved.

Star Wars: Os Últimos Jedi é, sem dúvida, um dos grandes filmes do ano, com muitas cenas memoráveis, e que continuam a assegurar o legado, enquanto nos mostra que realmente, este universo tem tanto de enorme como de complexo, deixando ao espectador desfrutar da aventura e dos vários momentos no grande ecrã.

 

 

Tags: análise, Cinema, filmes, os últimos jedi, Star Wars

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