Jumanji: Bem Vindos à Selva

Em 1995, o falecido Robin Williams protagonizou, juntamente com uma jovem Kirsten Dunst um dos filmes mais divertidos do ano, quando um jogo de mesa misterioso fez saltar a selva para o mundo real. Jumanji, cujo livro em que foi baseado, escrito por Chris Van Allsburg, trouxe também uma sequela espiritual, na forma do mágico Zathura, um filme tão underrated que acredito que 90% da população nunca o tenha visto.

Passados 22 anos desde do filme original, aparece uma re-imaginação mais actual dos textos de Van Allsburg, em Jumanji: Bem-Vindos À Selva, que junta 4 adolescentes a jogarem um jogo de consola, e que são sugados para o mundo virtual sob os seus avatars, estes muito diferentes das suas personas reais.

São agora forçados a jogar um jogo inesperado, ao terem que retornar o Olho do Jaguar, uma pedra preciosa e que permite o controlo de todos os animais da selva, no seu respectivo lugar.

Photo by Frank Masi – © 2016 CTMG. All Rights Reserved.

Enquanto que o elenco do mundo real, composto por Alex Wolff, Madison Iseman, Ser’Darius Blain e Morgan Turner, todos eles relativamente desconhecidos, com pequenos papeis secundários em cinema e televisão, as suas personagens homólogas são protagonizadas pelos já famosos The Rock, Jack Black , Kevin Hart e Karen Gillan, respectivamente.

É com este elenco mais conhecido com quem naturalmente passamos mais tempo, no meio de uma floresta repleta de perigos, incluíndo um Nick Jonas perdido lá pelo meio.

A modernização da história para um público actual, familiar com termos como selfie e videojogos online, o filme quase que faz uma paródia daquilo que a sociedade se tornou, envolvendo uma mensagem de amizade maior, num ambiente familiarmente acessível que já não se via há muito no grande ecrã.

Ainda assim, o progresso de Jumanji é como se dum verdadeiro videojogo se tornasse, utilizando a linguagem própria, como também o modelo do filme, dividido em níveis, sem os ecrãs de loading, claro.

Apesar de não termos um vilão propriamente ameaçador, na forma de John Van Pelt (Bobby Cannavale), um explorador que tem a pedra preciosa que os nossos heróis procuram restaurar, este ainda faz uma presença com um impacto mínimo, preferindo o filme apostar mais a sua narrativa na viagem em vez do destino.

Photo by Courtesy Columbia Pictures – © 2017 CTMG, Inc. All Rights Reserved.

Mesmo quando o filme decide meter o pé no desnecessário e ridículo, rapidamente o podemos perdoar pelas suas pérolas cómicas e sentido de aventura, que dá a oportunidade ao espectador de sentir tudo na sua pele. 

No fim, Jumanji: Bem-Vindos À Selva não apresenta nada que não se tenha visto antes, mas fá-lo duma forma tão leve. que não se torna sério em qualquer momento, deixando assim a nós apreciar aquilo que tem para oferecer.

 

Tags: análise, Cinema, filmes, Jumanji

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