Covil de Ladrões

Gerard Butler é agora, mais que nunca, uma das grandes estrelas de cinema de acção, com um lugar garantido em filmes que vão directos para DVD quando estiver à beira da reforma, tal como Chuck Norris, Steven Segal e Wesley Snipes.

Até lá, protagoniza Covil de Ladrões, escrito e realizado por Christian Gudegast, uma estreia nessa cadeira, depois de ter escrever Um Homem à Parte (de 2003, com Vin Diesel) e a terrível sequela Assalto a Londres, também com Butler no elenco principal.

Covil de Ladrões, 140 minutos de boa ação?

Com um reportório pequeno e com diversas críticas mistas, à distância é difícil perceber como este Covil de Ladrões vai correr, mas ao fim de 140 minutos de película, percebemos que existe aqui um esforço em criar algo que vale a pena viver.

Butler é Big Nick, líder duma equipa do departamento de Xerife de Los Angeles, determinado a perseguir um grupo de ladrões, que têm sido difíceis de apanhar. Ele também é o tipo de polícia que diz o género de coisas como “vocês não são os maus da fita, nós é que somos”.

Do outro lado, o grupo ladroeiro, liderado por Ray Merrimen (Pablo Schreiber), está prestes a assaltar o que se chama “o banco dos bancos”, ou como quem diz, a Reserva Federal de Los Angeles, que das múltiplas tentativas que houve na história do mundo , nunca teve sucesso. Com ele está Donnie (O’Shea Jackson Jr.) e Levi (50 Cent), que servem como uma família, onde a confiança tem que estar ao mais alto nível para tudo correr conforme planeado.

Desde já, admite-se que para uma primeira vez a realizar, Gudegast faz um excelente trabalho, ao nível dos grandes blockbusters dos anos ’90, sem que de forma nenhuma se pareça piroso.

Estamos perante um filme sério, onde os tiros são altos, tal como a quantidade de testosterona, num filme onde muitos têm apontado como altamente inspirado no clássico de Michael Mann Heat – Cidade Sob Pressão (também conhecido como aquele filme dos anos ’90 em que Robert De Niro e Al Pacino enfrentam um ao outro).

Ainda assim, e apesar da longa duração que podia ter sido facilmente encurtada, temos aqui um filme que não pretende ser algo inovador, preferindo jogar pelo seguro com toda a sua narrativa e cenas de acção admiráveis. De facto, as melhores coisas de Covil de Ladrões é quando estamos a ouvir tiros, que são momentos que tendem ser relativamente emocionantes.

Fora isto, não posso culpá-lo por não ser mais. Ás vezes não é preciso apontar para ser o melhor filme de acção de sempre, sendo antes puro e simples, um bom filme de acção que oferece exactamente aquilo que quer, merecendo algum tipo de oportunidade.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *