Filme: Ready Player One – Jogador 1

 
É curioso como um nome como Steven Spielberg ainda carrega muito peso em 2018, num panorama de cinema dominado por super-heróis.
 
Mesmo assim, nada impediu o realizador de uma mão cheia de blockbusters, por muitos considerados intemporais, que foi capaz de meter um pé no hype ao adaptar o popular livro de Ernest Cline, então conhecido como uma ficção com centenas de referências da cultura-pop dos nossos tempos. Como será que Spielberg se deu neste Ready Player One – Jogador 1?
 

Regresso Ao Futur(ístico)

 
Em 2044, o Mundo já não é aquilo que conhecemos. Vários factores condicionaram o seu desenvolvimento, acabando a população por ser maioritariamente pobre.
 
Para escapar a essa desolação, muitos refugiam-se no OASIS, um mundo virtual criado pelo falecido James Halliday, que revolucionou o mundo com a sua tecnologia de ponta, com um universo onde podemos ser aquilo que quisermos, sem sair do lugar. Entretanto, Halliday escondeu vários easter-eggs, objectos escondidos no OASIS e que quem os encontrar, poderá controlar tudo dentro deste jogo. E quem é que não quer dominar o mundo virtual quando o mundo real é uma completa porcaria?
 
Wade Watts (Tye Sheridan) é um rapaz com uma vida relativamente banal, mas que no OASIS vive sob o avatar Parzival. Ele e o seu amigo Aech, são apenas duas das milhares de avatars que buscam os Easter Eggs. Mas nem todos têm as mesmas intenções que estes heróis.
 
Contra ele está Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn), CEO da Innovative Online Industries (IOI), onde recrutam vários jogadores dispensáveis com um único propósito: Controlarem o OASIS para um fim capitalista.

Um OASIS virtual

 
Com a tecnologia actual a ser constantemente desenvolvida, este mundo que é nos apresentado num “futuro próximo” é mais que credível. Afinal, o defunto Second Life bem quis muito ser algo parecido, mas com um sucesso que foi cortado mais rápido do que ele queria.
 
Alternando entre o real e o virtual, o filme faz para com que todas as questões morais sejam levantadas, assim como as decisões dos seus intervenientes, e as suas motivações principais.
 
Ainda mais interessante é como a população geral encara este sistema. Hoje em dia, a disponibilidade de conteúdos descarregáveis como acesso a modos extra ou armas a troco de dinheiro real também existe neste OASIS, com uma particularidade: Quando no mundo virtual, perdem todo o investimento.
 
Este facto traz uma perspectiva relativamente dinâmica ao mundo que comparativamente com os modelos de negócio de hoje, seriam altamente criticados nas redes sociais (tal como a situação da Electronic Arts com o Star Wars: Battlefront II).
Mas será que isto é uma premonição de o que estará para vir?

Nostalgia e revivalismo

Como seria esperado, Ready Player One – Jogador 1 está repleto de referências e easter eggs para nós espectadores. São muitos deles e até os mais atentos terão dificuldade em apanhá-los todos, por isso já vai valer a pena pré-reservar a versão em Blu-Ray para vermos frame-a-frame tudo escapa.
 
Muitas são as propriedades que podemos encontrar no filme, como a Tracer de Overwatch, o fantástico DeLorean de Regresso ao Futuro, a mota de Akira, o clássico filme de animação Japonês… Poderia estar aqui horas a listar tudo o que está incluído.
 
Nisto tudo, Spielberg traz-nos mais uma vez um filme digno de colocar aos outros blockbusters que, por muitos, são considerados clássicos familiares, como Parque Jurássico e E.T. – O Extraterrestre.
 
A experiência deste grande filme é ainda melhor em IMAX 3D, tendo ela, ao contrário de muitos filmes lançados neste formato, um excelente valor pelo preço, que faz jus ao slogan de “Viver um filme”. Ora, tanto seja possível…
 

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