Filme: Um Lugar Silencioso

 
Numa altura em que o box-office é dominado por franchises e blockbusters, em grande parte os chamados “filmes-pipoca”, nunca se sabe como o público vai reagir a um filme independente de género. Foi assim que surgiu Um Lugar Silencioso, vindo da obscuridade e que nas últimas semanas tem dominado o top de filmes mais vistos nos Estados Unidos, criando um hype incansável atrás dum filme que tinha tudo para se manter na escuridão.

O Som do Silêncio

Realizado e protagonizado por John Krasinski, Um Lugar Silencioso conta-nos a história duma família à beira do colapso, tentando sobreviver enquanto criaturas aligéneas que são atraídas por som rumam a cidade.
 
 
Não existe qualquer explicação em como isto tudo começou, pelo que as únicas informações, dadas através de manchetes de jornais e outras pequenas notas, reforçam o facto de que o melhor é não fazer barulho nenhum se quiserem viver.
 
As coisas tornam-se complicadas quando Evelyn (Emily Blunt) está grávida de um filho, criando assim um conflito perante o universo em que vivem.
 
O dia-a-dia desta família vê-se assim cingida por uma adaptação de vida necessária para a sua sobrevivência, desde de arranjar formas criativas em reduzirem todo o ruído que fazem ao andar, à utilização de língua gestual para comunicarem.
 
Mas claro, a tensão vem quando uma noite, estes encontram-se numa situação grave, onde as criaturas estão em vantagem.

Como Fazer Um Filme Meio-Mudo

A curta duração do filme, sendo pouco menos dos 90 minutos tradicionais, permite que o ritmo do filme não encadeie em cenas inteiramente desnecessárias, dando-nos assim uma sensação realista de o que esta família esteja a passar.
 
 
Mas sendo Um Lugar Silencioso um filme que desafia a própria definição do género de terror e thriller, o mesmo utiliza outros meios sonoros para deixar-nos num estado de inquietação, que em muitas formas, redefinem as regras do cinema.
 
Aliás, apenas a 30 minutos dentro do filme é que ouvimos o primeiro diálogo falado, e a seguir a ele estão uma mão cheia, todos eles não mais longos que o necessário. A isto se junta uma banda sonora tremenda, que cria e acompanha todos os momentos de tensão.
 
 
 
A mim parece-me que a partir de agora, vamos todos andar nas pontas do pés, para não acordar os monstros que vagueiam pela noite…

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