Filme: Cuidado Com a Mamã e o Papá

  
Nicholas Cage tem andado ocupado nos últimos anos, passando do grande ecrã para o universo de cinema de série-B, entrando em dezenas de filmes de fraca substância. Mas este Cuidado Com a Mamã e o Papá é capaz de ser um ponto de viragem.
 
Entretanto, Brian Taylor, que acaba de lançar a sua nova série Happy! na Netflix, traz agora um filme com uma premissa demasiado lunática para ser verdade.

Adeus Filhotes

Depois dum sinal transmitido pelas televisões torna os pais de criança em assassinos natos, cabe agora aos mais novos sobreviverem aos devaneios das suas mamãs e papás.

No meio de tantos pais a quererem, literalmente, matar os filhos sem razão aparente, está uma família disfuncional, com o pai Brent (Nicholas Cage), a mãe Kendall (Selma Blair) e os filhos Carly (Anne Winters) and Josh (Zackary Arthur).
 
 
O grande nível de violência que nos toma de assalto é de deixar qualquer um quase em estado de choque. É feito por vezes de formas tão gráfica, que não há como não ficarmos incomodados, pelo menos no inicio, ao vermos como este virus se espalha e afecta os outros pais.
 
Quando a narrativa passa para a família Ryan, é que as coisas tomam um rumo mais focado, sobretudo porque é neste filme que vemos Nicholas Cage no seu estado mais louco desde… Bem, desde sempre.
 
São muitos os momentos de intensidade presentes no filme, de cortar a respiração, pois nós espectadores não temos escape nenhum ao que é testemunhado.

Quando Taylor Não Tem Nevaldine

 
Considerando a filmografia de Taylor e o seu trabalho com Mark Neveldine nos filmes Crank – Veneno no Sangue e Jogo, o nome é sinónimo de insanidade sem no holds barred e é exactamente o que este Cuidado Com a Mamã e o Papá é, mas multiplicado por dez.
 
Como se não bastasse, no fundo está uma banda sonora que causa um íncómodo tal como quase tudo que vemos, aproveitando ao máximo o assalto sensorial de choque que o filme quer dar.
 
No fim, resta-nos uma experiência de fazer tremer de tanta emoção, e com medo de falar com os nossos pais.
 
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *